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Vila Nova com
futuro risonho
Eleito pelo Partido Social Democrata com 495
votos contra 294 do PS e 78 do PP nas últimas eleições
autárquicas, José Rafael Valadão Vaz, casado, pai de 3 filhas,
idade 38 anos, encontra-se no seu 1º mandato à frente da Junta
de Freguesia da Vila Nova. Entrevistado por este Jornal, José
Rafael, fala dos projectos, dos anseios e do relacionamento com os
cidadãos da freguesia.
Jornal da Praia (JP) -
Uma das características do poder local é sem dúvida o
relacionamento próximo entre as populações e o mesmo. Sendo
presidente de uma junta de freguesia, como é que sente os
problemas da Fonte do Bastardo?
José Rafael (JR) -
Sinto-os com preocupação. Não só como cidadão que vive
determinadas situações, mas também com a responsabilidade que
tenho como Presidente da Junta de Freguesia, que ouve os
desabafos, as angústias e os anseios de todos os vilanovenses que
partilham comigo o seu dia-a-dia.
No entanto, a autarquia não se resume apenas a
actividade de um só elemento. Somos três pessoas e, em conjunto,
analisamos propostas que ouvimos e que nos chegam, dando a melhor
solução possível, dentro das limitações que a autarquia local
tem.
JP - Uma das principais competências de
uma junta de freguesia é executar os planos de actividades, os
orçamentos e todas as deliberações da Assembleia de Freguesia,
bem como, fiscalizar a sua execução. O orçamento anual
atribuído é suficiente para concretizar os projectos elaborados
pela Junta?
JR - De forma nenhuma!
Sendo esta freguesia a terceira do concelho em
população, é das que menos recebe do Fundo Financeiro das
Freguesias. Porém, conseguimos colmatar algumas limitações com
propostas de candidaturas que fazemos a instituições
governamentais e à Câmara Municipal.
JP - Quais as áreas que absorvem maiores
verbas?
JR - Uma grande parte do orçamento é
canalizado para o desporto.
Atendendo à história que o sector desportivo
tem na freguesia, achamos por bem continuar a aposta nesta
vertente da vida social. As outras maiores despesas relacionam-se
com o funcionamento da secretaria da Junta (incluindo uma
funcionária) manutenção do cemitérios (incluindo um coveiro) e
outros.
JP - Quais os projectos/actividades que
gostaria de ver realizados até ao final do seu mandato?
JR - Após a nossa eleição, iniciamos um
trabalho árduo e assumido com o eleitorado. Contudo, nunca
descuramos a oportunidade de concretizar outros projectos.
Alguns deles já foram concretizados.
Procedemos à inauguração dos símbolos heráldicos (processo
iniciado no anterior mandato), à construção de um palco com o
intuito de servir as actividades recreativas e culturais da
freguesia, à abertura, instalação de água e asfaltagem de
alguns caminhos agrícolas.
Além da informatização dos serviços da
Junta de Freguesia, estamos a dar continuidade ao funcionamento de
uma escola de instrumentos de corda, à iniciação, de uma escola
de dança aeróbica, bem como, à recuperação de património e
outros serviços.
Para os grandes projectos que esperamos ver
concretizados com a aplicação do III Quadro Comunitário de
Apoio, temos como propostas: implantação da rede de saneamento
básico, com remodelação das redes de águas domésticas e
pluviais, reabilitação dos caminhos contemplados; proceder a
melhoramentos na Zonal Balnear, no cemitério, no recinto
desportivo e no porto de pescas. Proceder também a uma grande
recuperação da escola do centro da freguesia, construir um
parque infantil e substituir a ponte que atravessa a Ribeira das
Pedras, na canada do Testo.
Além dos projectos referidos, não descuramos
outros.
JP - Quais os serviços públicos que
gostaria de ver descentralizados e transferidos para a esfera de
acção e competências da junta de freguesia?
JR - Actualmente, fala-se em descentralizar
serviços, para as competências das juntas –como se os membros
das mesmas fossem pessoas muito disponíveis. Se repararmos, os
presidentes recebem, como compensação, 45 mil escudos. Verba que
é gasta, quase na sua totalidade, nas frequentes deslocações
por forma a assistir a reuniões... nunca poderemos deixar de ter
a nossa vida profissional.
A haver tais descentralizações, que seriam
mais benéficas para as freguesias, os membros das juntas deviam,
em primeiro lugar, ter uma maior disponibilidade de tempo, e o
presidente passar a ocupar o cargo a tempo inteiro e ser
remunerado como tal.
JP - Como é que vê, em termos
económicos, sociais e políticos a Vila Nova, o concelho da Praia
da Vitória, os Açores e Portugal no futuro?
JR - Vejo esta freguesia com
potencialidades de crescimento em muitos sectores com exemplo: na
habitação, no emprego ou na vida social. Vila Nova tem bons
valores que trabalharam e trabalham em prol desta freguesia.
O Concelho da Praia da Vitória aparece hoje
com um conjunto de infra-estruturas que garantem um
desenvolvimento progressivo do mesmo. Para isso, é importante
realçar a dinâmica que tem vindo a ser dada pela Câmara
Municipal, perante alguns inconvenientes que tentam retardar os
objectivos pretendidos.
JP - Para as próximas eleições
autárquicas, pensa candidatar-se a novo mandato?
JR - Tudo dependerá da população da
freguesia, do partido em que estou inserido, da minha família e
da minha vida profissional.
Eleito pelo Partido Social Democrata com 495
votos contra 294 do PS e 78 do PP nas últimas eleições
autárquicas, José Rafael Valadão Vaz, casado, pai de 3 filhas,
idade 38 anos, encontra-se no seu 1º mandato à frente da Junta
de Freguesia da Vila Nova. Entrevistado por este Jornal, José
Rafael, fala dos projectos, dos anseios e do relacionamento com os
cidadãos da freguesia.
Jornal da Praia (JP) -
Uma das características do poder local é sem dúvida o
relacionamento próximo entre as populações e o mesmo. Sendo
presidente de uma junta de freguesia, como é que sente os
problemas da Fonte do Bastardo?
José Rafael (JR) -
Sinto-os com preocupação. Não só como cidadão que vive
determinadas situações, mas também com a responsabilidade que
tenho como Presidente da Junta de Freguesia, que ouve os
desabafos, as angústias e os anseios de todos os vilanovenses que
partilham comigo o seu dia-a-dia.
No entanto, a autarquia não se resume apenas a
actividade de um só elemento. Somos três pessoas e, em conjunto,
analisamos propostas que ouvimos e que nos chegam, dando a melhor
solução possível, dentro das limitações que a autarquia local
tem.
JP - Uma das principais competências de
uma junta de freguesia é executar os planos de actividades, os
orçamentos e todas as deliberações da Assembleia de Freguesia,
bem como, fiscalizar a sua execução. O orçamento anual
atribuído é suficiente para concretizar os projectos elaborados
pela Junta?
JR - De forma nenhuma!
Sendo esta freguesia a terceira do concelho em
população, é das que menos recebe do Fundo Financeiro das
Freguesias. Porém, conseguimos colmatar algumas limitações com
propostas de candidaturas que fazemos a instituições
governamentais e à Câmara Municipal.
JP - Quais as áreas que absorvem maiores
verbas?
JR - Uma grande parte do orçamento é
canalizado para o desporto.
Atendendo à história que o sector desportivo
tem na freguesia, achamos por bem continuar a aposta nesta
vertente da vida social. As outras maiores despesas relacionam-se
com o funcionamento da secretaria da Junta (incluindo uma
funcionária) manutenção do cemitérios (incluindo um coveiro) e
outros.
JP - Quais os projectos/actividades que
gostaria de ver realizados até ao final do seu mandato?
JR - Após a nossa eleição, iniciamos um
trabalho árduo e assumido com o eleitorado. Contudo, nunca
descuramos a oportunidade de concretizar outros projectos.
Alguns deles já foram concretizados.
Procedemos à inauguração dos símbolos heráldicos (processo
iniciado no anterior mandato), à construção de um palco com o
intuito de servir as actividades recreativas e culturais da
freguesia, à abertura, instalação de água e asfaltagem de
alguns caminhos agrícolas.
Além da informatização dos serviços da
Junta de Freguesia, estamos a dar continuidade ao funcionamento de
uma escola de instrumentos de corda, à iniciação, de uma escola
de dança aeróbica, bem como, à recuperação de património e
outros serviços.
Para os grandes projectos que esperamos ver
concretizados com a aplicação do III Quadro Comunitário de
Apoio, temos como propostas: implantação da rede de saneamento
básico, com remodelação das redes de águas domésticas e
pluviais, reabilitação dos caminhos contemplados; proceder a
melhoramentos na Zonal Balnear, no cemitério, no recinto
desportivo e no porto de pescas. Proceder também a uma grande
recuperação da escola do centro da freguesia, construir um
parque infantil e substituir a ponte que atravessa a Ribeira das
Pedras, na canada do Testo.
Além dos projectos referidos, não descuramos
outros.
JP - Quais os serviços públicos que
gostaria de ver descentralizados e transferidos para a esfera de
acção e competências da junta de freguesia?
JR - Actualmente, fala-se em descentralizar
serviços, para as competências das juntas –como se os membros
das mesmas fossem pessoas muito disponíveis. Se repararmos, os
presidentes recebem, como compensação, 45 mil escudos. Verba que
é gasta, quase na sua totalidade, nas frequentes deslocações
por forma a assistir a reuniões... nunca poderemos deixar de ter
a nossa vida profissional.
A haver tais descentralizações, que seriam
mais benéficas para as freguesias, os membros das juntas deviam,
em primeiro lugar, ter uma maior disponibilidade de tempo, e o
presidente passar a ocupar o cargo a tempo inteiro e ser
remunerado como tal.
JP - Como é que vê, em termos
económicos, sociais e políticos a Vila Nova, o concelho da Praia
da Vitória, os Açores e Portugal no futuro?
JR - Vejo esta freguesia com
potencialidades de crescimento em muitos sectores com exemplo: na
habitação, no emprego ou na vida social. Vila Nova tem bons
valores que trabalharam e trabalham em prol desta freguesia.
O Concelho da Praia da Vitória aparece hoje
com um conjunto de infra-estruturas que garantem um
desenvolvimento progressivo do mesmo. Para isso, é importante
realçar a dinâmica que tem vindo a ser dada pela Câmara
Municipal, perante alguns inconvenientes que tentam retardar os
objectivos pretendidos.
JP - Para as próximas eleições
autárquicas, pensa candidatar-se a novo mandato?
JR - Tudo dependerá da população da
freguesia, do partido em que estou inserido, da minha família e
da minha vida profissional.
Vila Nova
Localizada a meio caminho entre os Biscoitos e
a cidade da Praia da Vitória, a freguesia de Vila Nova tem como
fronteiras: a Norte o mar; a Sul São Brás e Agualva; a Leste a
freguesia das Lajes e a Oeste Agualva.
Actualmente com 1 879 habitantes (dados
referentes ao senso de 1991), 704 habitações, tem como
principais actividades a agro-pecuária, a panificação, a
carpintaria/marcenaria, as pescas e a construção civil.
Na área do lazer, a Casa do Povo integra um
Grupo Folclórico, um Clube de Judo e um de Futebol.
A freguesia possui também uma filarmónica,
integrada na Comissão do Divino Espírito Santo, a Associação
de Instrução e Recreio de Vila Nova, o Agrupamento de Escuteiros
nº 606.
O desporto e em especial o futebol tem sido o
grande veiculo de divulgação da freguesia. A militar na III
Divisão Série Açores é exemplo do desenvolvimento e evolução
que esta freguesia do Ramo Grande tem vindo a atravessar neste
final de século.
Na área dos serviços sociais, dispõe de um
centro de convívio de dia para idosos e um serviço de apoio ao
domicílio.
Nossa Senhora da Ajuda/É a mãe de Vila
Nova/Branquinha a pé do Calvário/Como galinha na cova, como
escreve Vitorino Nemésio (in "Festa Redonda", Lisboa
1950"), Vila Nova esteve nos seus primórdios ligada à
freguesia de Agualva. Foi designada também por Vila Nova da
Serreta e Vila Nova da Agualva.
Ignora-se a data de elevação a freguesia. Em
1488 já figurava como paróquia. |