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O Jornal da Cidade da Praia da Vitória - Açores

Jornal da Praia

Edição de 03 de Dezembro de 1999       Ano XVII     Nº 280

Igreja Matriz

 
 
Via Oceânica, Marketing e Informática, Lda.

Entrevistas

Vila Nova com futuro risonho

Eleito pelo Partido Social Democrata com 495 votos contra 294 do PS e 78 do PP nas últimas eleições autárquicas, José Rafael Valadão Vaz, casado, pai de 3 filhas, idade 38 anos, encontra-se no seu 1º mandato à frente da Junta de Freguesia da Vila Nova. Entrevistado por este Jornal, José Rafael, fala dos projectos, dos anseios e do relacionamento com os cidadãos da freguesia.

 

Jornal da Praia (JP) - Uma das características do poder local é sem dúvida o relacionamento próximo entre as populações e o mesmo. Sendo presidente de uma junta de freguesia, como é que sente os problemas da Fonte do Bastardo?

 

José Rafael (JR) - Sinto-os com preocupação. Não só como cidadão que vive determinadas situações, mas também com a responsabilidade que tenho como Presidente da Junta de Freguesia, que ouve os desabafos, as angústias e os anseios de todos os vilanovenses que partilham comigo o seu dia-a-dia.

No entanto, a autarquia não se resume apenas a actividade de um só elemento. Somos três pessoas e, em conjunto, analisamos propostas que ouvimos e que nos chegam, dando a melhor solução possível, dentro das limitações que a autarquia local tem.

JP - Uma das principais competências de uma junta de freguesia é executar os planos de actividades, os orçamentos e todas as deliberações da Assembleia de Freguesia, bem como, fiscalizar a sua execução. O orçamento anual atribuído é suficiente para concretizar os projectos elaborados pela Junta?

 

JR - De forma nenhuma!

Sendo esta freguesia a terceira do concelho em população, é das que menos recebe do Fundo Financeiro das Freguesias. Porém, conseguimos colmatar algumas limitações com propostas de candidaturas que fazemos a instituições governamentais e à Câmara Municipal.

 

JP - Quais as áreas que absorvem maiores verbas?

 

JR - Uma grande parte do orçamento é canalizado para o desporto.

Atendendo à história que o sector desportivo tem na freguesia, achamos por bem continuar a aposta nesta vertente da vida social. As outras maiores despesas relacionam-se com o funcionamento da secretaria da Junta (incluindo uma funcionária) manutenção do cemitérios (incluindo um coveiro) e outros.

 

JP - Quais os projectos/actividades que gostaria de ver realizados até ao final do seu mandato?

 

JR - Após a nossa eleição, iniciamos um trabalho árduo e assumido com o eleitorado. Contudo, nunca descuramos a oportunidade de concretizar outros projectos.

Alguns deles já foram concretizados. Procedemos à inauguração dos símbolos heráldicos (processo iniciado no anterior mandato), à construção de um palco com o intuito de servir as actividades recreativas e culturais da freguesia, à abertura, instalação de água e asfaltagem de alguns caminhos agrícolas.

Além da informatização dos serviços da Junta de Freguesia, estamos a dar continuidade ao funcionamento de uma escola de instrumentos de corda, à iniciação, de uma escola de dança aeróbica, bem como, à recuperação de património e outros serviços.

Para os grandes projectos que esperamos ver concretizados com a aplicação do III Quadro Comunitário de Apoio, temos como propostas: implantação da rede de saneamento básico, com remodelação das redes de águas domésticas e pluviais, reabilitação dos caminhos contemplados; proceder a melhoramentos na Zonal Balnear, no cemitério, no recinto desportivo e no porto de pescas. Proceder também a uma grande recuperação da escola do centro da freguesia, construir um parque infantil e substituir a ponte que atravessa a Ribeira das Pedras, na canada do Testo.

Além dos projectos referidos, não descuramos outros.

 

JP - Quais os serviços públicos que gostaria de ver descentralizados e transferidos para a esfera de acção e competências da junta de freguesia?

 

JR - Actualmente, fala-se em descentralizar serviços, para as competências das juntas –como se os membros das mesmas fossem pessoas muito disponíveis. Se repararmos, os presidentes recebem, como compensação, 45 mil escudos. Verba que é gasta, quase na sua totalidade, nas frequentes deslocações por forma a assistir a reuniões... nunca poderemos deixar de ter a nossa vida profissional.

A haver tais descentralizações, que seriam mais benéficas para as freguesias, os membros das juntas deviam, em primeiro lugar, ter uma maior disponibilidade de tempo, e o presidente passar a ocupar o cargo a tempo inteiro e ser remunerado como tal.

 

JP - Como é que vê, em termos económicos, sociais e políticos a Vila Nova, o concelho da Praia da Vitória, os Açores e Portugal no futuro?

 

JR - Vejo esta freguesia com potencialidades de crescimento em muitos sectores com exemplo: na habitação, no emprego ou na vida social. Vila Nova tem bons valores que trabalharam e trabalham em prol desta freguesia.

O Concelho da Praia da Vitória aparece hoje com um conjunto de infra-estruturas que garantem um desenvolvimento progressivo do mesmo. Para isso, é importante realçar a dinâmica que tem vindo a ser dada pela Câmara Municipal, perante alguns inconvenientes que tentam retardar os objectivos pretendidos.

 

JP - Para as próximas eleições autárquicas, pensa candidatar-se a novo mandato?

 

JR - Tudo dependerá da população da freguesia, do partido em que estou inserido, da minha família e da minha vida profissional.

Eleito pelo Partido Social Democrata com 495 votos contra 294 do PS e 78 do PP nas últimas eleições autárquicas, José Rafael Valadão Vaz, casado, pai de 3 filhas, idade 38 anos, encontra-se no seu 1º mandato à frente da Junta de Freguesia da Vila Nova. Entrevistado por este Jornal, José Rafael, fala dos projectos, dos anseios e do relacionamento com os cidadãos da freguesia.

 

Jornal da Praia (JP) - Uma das características do poder local é sem dúvida o relacionamento próximo entre as populações e o mesmo. Sendo presidente de uma junta de freguesia, como é que sente os problemas da Fonte do Bastardo?

 

José Rafael (JR) - Sinto-os com preocupação. Não só como cidadão que vive determinadas situações, mas também com a responsabilidade que tenho como Presidente da Junta de Freguesia, que ouve os desabafos, as angústias e os anseios de todos os vilanovenses que partilham comigo o seu dia-a-dia.

No entanto, a autarquia não se resume apenas a actividade de um só elemento. Somos três pessoas e, em conjunto, analisamos propostas que ouvimos e que nos chegam, dando a melhor solução possível, dentro das limitações que a autarquia local tem.

JP - Uma das principais competências de uma junta de freguesia é executar os planos de actividades, os orçamentos e todas as deliberações da Assembleia de Freguesia, bem como, fiscalizar a sua execução. O orçamento anual atribuído é suficiente para concretizar os projectos elaborados pela Junta?

 

JR - De forma nenhuma!

Sendo esta freguesia a terceira do concelho em população, é das que menos recebe do Fundo Financeiro das Freguesias. Porém, conseguimos colmatar algumas limitações com propostas de candidaturas que fazemos a instituições governamentais e à Câmara Municipal.

 

JP - Quais as áreas que absorvem maiores verbas?

 

JR - Uma grande parte do orçamento é canalizado para o desporto.

Atendendo à história que o sector desportivo tem na freguesia, achamos por bem continuar a aposta nesta vertente da vida social. As outras maiores despesas relacionam-se com o funcionamento da secretaria da Junta (incluindo uma funcionária) manutenção do cemitérios (incluindo um coveiro) e outros.

 

JP - Quais os projectos/actividades que gostaria de ver realizados até ao final do seu mandato?

 

JR - Após a nossa eleição, iniciamos um trabalho árduo e assumido com o eleitorado. Contudo, nunca descuramos a oportunidade de concretizar outros projectos.

Alguns deles já foram concretizados. Procedemos à inauguração dos símbolos heráldicos (processo iniciado no anterior mandato), à construção de um palco com o intuito de servir as actividades recreativas e culturais da freguesia, à abertura, instalação de água e asfaltagem de alguns caminhos agrícolas.

Além da informatização dos serviços da Junta de Freguesia, estamos a dar continuidade ao funcionamento de uma escola de instrumentos de corda, à iniciação, de uma escola de dança aeróbica, bem como, à recuperação de património e outros serviços.

Para os grandes projectos que esperamos ver concretizados com a aplicação do III Quadro Comunitário de Apoio, temos como propostas: implantação da rede de saneamento básico, com remodelação das redes de águas domésticas e pluviais, reabilitação dos caminhos contemplados; proceder a melhoramentos na Zonal Balnear, no cemitério, no recinto desportivo e no porto de pescas. Proceder também a uma grande recuperação da escola do centro da freguesia, construir um parque infantil e substituir a ponte que atravessa a Ribeira das Pedras, na canada do Testo.

Além dos projectos referidos, não descuramos outros.

 

JP - Quais os serviços públicos que gostaria de ver descentralizados e transferidos para a esfera de acção e competências da junta de freguesia?

 

JR - Actualmente, fala-se em descentralizar serviços, para as competências das juntas –como se os membros das mesmas fossem pessoas muito disponíveis. Se repararmos, os presidentes recebem, como compensação, 45 mil escudos. Verba que é gasta, quase na sua totalidade, nas frequentes deslocações por forma a assistir a reuniões... nunca poderemos deixar de ter a nossa vida profissional.

A haver tais descentralizações, que seriam mais benéficas para as freguesias, os membros das juntas deviam, em primeiro lugar, ter uma maior disponibilidade de tempo, e o presidente passar a ocupar o cargo a tempo inteiro e ser remunerado como tal.

 

JP - Como é que vê, em termos económicos, sociais e políticos a Vila Nova, o concelho da Praia da Vitória, os Açores e Portugal no futuro?

 

JR - Vejo esta freguesia com potencialidades de crescimento em muitos sectores com exemplo: na habitação, no emprego ou na vida social. Vila Nova tem bons valores que trabalharam e trabalham em prol desta freguesia.

O Concelho da Praia da Vitória aparece hoje com um conjunto de infra-estruturas que garantem um desenvolvimento progressivo do mesmo. Para isso, é importante realçar a dinâmica que tem vindo a ser dada pela Câmara Municipal, perante alguns inconvenientes que tentam retardar os objectivos pretendidos.

 

JP - Para as próximas eleições autárquicas, pensa candidatar-se a novo mandato?

 

JR - Tudo dependerá da população da freguesia, do partido em que estou inserido, da minha família e da minha vida profissional.

 

Vila Nova

Localizada a meio caminho entre os Biscoitos e a cidade da Praia da Vitória, a freguesia de Vila Nova tem como fronteiras: a Norte o mar; a Sul São Brás e Agualva; a Leste a freguesia das Lajes e a Oeste Agualva.

Actualmente com 1 879 habitantes (dados referentes ao senso de 1991), 704 habitações, tem como principais actividades a agro-pecuária, a panificação, a carpintaria/marcenaria, as pescas e a construção civil.

Na área do lazer, a Casa do Povo integra um Grupo Folclórico, um Clube de Judo e um de Futebol.

A freguesia possui também uma filarmónica, integrada na Comissão do Divino Espírito Santo, a Associação de Instrução e Recreio de Vila Nova, o Agrupamento de Escuteiros nº 606.

O desporto e em especial o futebol tem sido o grande veiculo de divulgação da freguesia. A militar na III Divisão Série Açores é exemplo do desenvolvimento e evolução que esta freguesia do Ramo Grande tem vindo a atravessar neste final de século.

Na área dos serviços sociais, dispõe de um centro de convívio de dia para idosos e um serviço de apoio ao domicílio.

Nossa Senhora da Ajuda/É a mãe de Vila Nova/Branquinha a pé do Calvário/Como galinha na cova, como escreve Vitorino Nemésio (in "Festa Redonda", Lisboa 1950"), Vila Nova esteve nos seus primórdios ligada à freguesia de Agualva. Foi designada também por Vila Nova da Serreta e Vila Nova da Agualva.

Ignora-se a data de elevação a freguesia. Em 1488 já figurava como paróquia.

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