Voltar à Página inicial Jornal da Praia
 
 
Janeiro de 2001

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Terezinha

 

A Muralha

Bordejando o areal, a an-tiga muralha de cantaria resistiu a vendavais e tem-pestades. Nem a batalha de 1829 deu cabo dela (até porque não existia).
Mas antes dela foram os Fortes da Luz e da Con-ceição, que protegiam a baía da Praia com os outros for-tes seus irmãos.
Os fortes foram-se embo-ra, e com as suas pedras ergueu-se a formosa mu-ralha que CT sempre conhe-ceu desde me-nino.
Pois agora veio a marina e deu cabo da muralha.
CT que já é velho como o São Macaio diz a quem o queria ouvir que se a mu-ralha deu cabo dos fortes e a marina da muralha, pode bem ser que o próximo sé-culo dê cabo da marina.
Geralmente, como tudo na vida, à sempre lições a tirar do passado, assim reza a História.
Por tal, se Perdigão perdeu a pena, não há mal que lhe não venha! Escreveu o gran-de Luís de Camões. E o podre An-tónio da Caneca, se ressus-citasse diria hoje:
A Praia perdeu a muralha, quando é qá toiros nareia?... É que nas pedras da mu-ralha que bordejava o areal praiense, o mais lindo de todos os Açores, servia no século XVIII para os ba-luartes que protegiam a baía, os sete fortes que da ponta do Facho iam até à ponta de Santa Catarina, no Cabo da Praia.
No século XIX as pedras dos fortes serviam para a muralha. E no século XX fo-ram-se as pedras da muralha para dar lugar à marina.
E no século XXI? CT só es-pera que se não lembrem de ir buscar as pedras para tapar os buracos da Casa do Big Brother!
Oh António da Caneca, quando é qá toiros nareia?...

Floreiras

Pouco a pouco tem-se vindo a verificar, nalgumas ruas da nossa cidade, vários estratagemas em-pregues por forma a que não se possa estacionar. Isto para, quem não mora na cidade e nem tem qualquer afinidades com algum ramo comercial.
Nalguns casos, recorre-se a floreiras e noutros a simples caixotes em plástico, daqueles que se utilizam para acartar bebidas. Por este andar, na nossa pequenina cidade, estacionar, tornar-se-á um autêntico quebra-cabeças.
CT, pensa que com esta coisa dos parquímetros se a situação continuará na mesma, ou, então, será necessário aproveitar os grandes descontos do Imposto Automóvel e benefícios fiscais no sector automóvel (250 con-tos para o abatimento de caran-guejolas) e adquirir caixas de fósforos ainda mais pe-quenas, para alguns conhecidos como citadinos. É que os parques automóveis não abun-dam em redor da cidade da Praia da Vitória, com esta a crescer tão depressa.

Na Salga...

Canto de Terezinha anda sem preceber o porquê de na Salga,  se encontrar fechado ao público com cadeado, o parque e o acesso ao mar, próximo da piscina?
 

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